O Termo “ Low Carb” significa baixo carboidrato. Mas baixo com relação a que? Ás diretrizes nutricionais vigentes, as dietas “Padrão”. Só aí o termo já me incomoda. Porque, pra mim, deveria ser quantidade ideal de carboidratos e não baixo. O “Padrão” que seria “Dieta de Alto Carbo”. Mas enfim, o tempo deve arrumar isso.

Eu já escrevi no meu primeiro livro sobre a história da alimentação atual. Como surgiram as diretrizes nutricionais no final da década de 70 e com ela a lipofobia, ou medo de gordura. É uma história interessante e essas diretrizes você conhece como a famosa pirâmide alimentar com sua base cheia de grãos e cereais.

O conceito de dieta low carb, como padrão de alimentação, não é algo novo. Mas, cada vez mais e mais estudos de boa qualidade (sim, existem estudos não tão bons e até pseudo ciência) começam a ser divulgados, ganha mais força a alimentação low carb como forma de emagrecimento seguro e saudável e também como estilo de vida. Claro que existe uma barreira enorme de profissionais da saúde agarrados em dogmas, crenças e por que não dizer, ego.

É preciso ter humildade para questionar algo que sempre pregaram, difundiram e escreveram a respeito. Mas ao mesmo tempo há muitos profissionais já atualizados, não se preocupe! E a lista deles como médicos e nutricionistas adeptos a esse padrão de alimentação aumenta a cada dia.

Sobre a alimentação em si, há alguns pontos que não entrarei em tantos detalhes, mas dois valem destacar. O que precisa ser Low Carb é a alimentação de uma forma geral. Ela ter, dependendo do autor, de 20g até 120g de carboidratos ao dia. Desta forma, em uma alimentação com o único foco na restrição de carboidratos, você pode administrar isso como quiser e ter os benefícios da regulação dos hormônios para usar gordura como fonte de energia primária.

Eu me lembro quando fazia a dieta Atkins, no começo dos anos 90 que eu comia Big Mac com Coca Diet e contabilizava os 35g de carboidratos do sanduíche na minha cota diária. É Low Carb? É Low Carb! É saudável? Muito menos que comer salada com um bife e um suco de limão.

Então este é o primeiro ponto. A alimentação que é Low Carb e não o alimento em si. Desta forma, mesmo um alimento que tenha uma quantidade maior de carboidratos, pode fazer parte da sua alimentação, mas com a consciência de que deve haver uma restrição diária no total de carboidratos.

O segundo ponto é essa história do Big Mac. Por não ser saudável, profissional da saúde nenhum vai recomendar que você despreze a qualidade dos alimentos. Então o que chamam de Low Carb acaba sendo uma dieta Paleo/Low Carb. Ou como dizem, foco em comida de verdade. Nada de embalagens, conservantes, pacotes. Também nada de industrializados, ultraprocessados e afins. O que sobra? Basicamente o que nossos bisavós comiam: Carnes, ovos, vegetais com baixo amido, gordura animal, eventuais oleaginosas e frutas menos doces.. Indo um passo além para garantir que seja Low Carb e saudável: Açúcar, farinha de trigo com seus derivados e grãos.

Então ficam esses dois pontos: considerar a alimentação Low Carb de uma forma geral com seu limite para carboidratos diários e a qualidade dos alimentos para garantir a sua saúde. Você pode comer uma fruta mas evitar excesso. Se comer batata no almoço, evitar um pouco mais de carboidratos nas outras refeições. E assim vamos, felizes e contentes.

E os pontos que ficaram de fora? Estratégias como dieta de muito baixo carboidratos, como a dieta cetogênica, carboidratos escondidos, situações específicas para atletas e esportistas de forma geral, compulsão por doces, adesão a dieta, quando receitas Low Carb ajuda e quando atrapalha etc. Mas temos ainda muitos outros posts para conversarmos aqui no Blog.

 

Coach Teco Mendes

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