Os profissionais de saúde com o mínimo de atualização em nutrição, parecem já ter neste tópico o maior consenso. Quando falamos de Jejum Intermitente, o nome meio que assusta porque nos remete a privação, passar fome.
Mas isso porque nas últimas décadas fomos bombardeados com a informação sem base científica que é preciso comer de 3 em 3 horas para acelerar o metabolismo, ou fazer lanches entre as principais refeições para não comer muito e outras histórias bem imaginativas. Analisando um pouco mais de perto, vemos que o jejum intermitente poderia se chamar, “comer conforme sua fome”.  Não te parece mais natural? Até óbvio demais? Imagina se alguém diz para você ir ao banheiro urinar de acordo com uma tabela de horários. Não seria mais recomendável fazer essa necessidade fisiológica conforme o corpo pedir? Jejum intermitente acaba no fundo sendo isso. Comer quando tiver fome. E se você estiver fazendo a dieta certa, estará usando seu excesso de gordura corporal como fonte de energia e dessa forma seu corpo te dará menos fome porque quer diminuir essa reserva. Não parece lógico? E é.

O momento certo de ficar períodos maiores sem comer deve chegar naturalmente. Querer fazer jejum intermitente no momento em que a pessoa está no auge da neura por estar acima do peso, ela vai querer fazer jejum como uma forma radical para emagrecer rápido. Essa estratégia nunca dá certo. Aumenta a neura e o tiro sai pela culatra. No método 4Mind as nutricionistas nem mencionam o termo, simplesmente orientam a comer conforme a fome e se não tiver fome pode até pular refeição. E isso não acontece nas primeiras semanas, mas acontece. Falo muito sobre isso em detalhes, sobre todos os protocolos no meu recente livro. Mas fazer Jejum intermitente de maneira ativa e colher seus benefícios é recomendável para uma pessoa já adaptada ao estilo lowcarb quando já está sendo bem natural.

Os benefícios psicológicos são vários!

A liberdade: Quando você percebe que está sem fome e não depende tanto de comida, horários, ficar pensando no que comer o tempo todo e carregar lanchinhos por aí, é libertador. O passado em que a vida era baseada em comida estava muito recente e poder sentir que as correntes dessa prisão foram quebradas é um momento mágico.

Empoderamento: Assim como a liberdade, você sabe que agora quem manda é você. No momento de um processo de compulsão que nos levou a ficar acima do peso, a sensação é de total impotência com relação a comida. É ela que manda. Quando já chegamos no estágio de jejum intermitente, este poder voltou para nós. Sabemos que não morremos por ficar períodos longos sem comer, não passamos mal, nos sentimos bem. O poder é nosso e nós decidimos quando e o que vamos comer. O sentimento de empoderamento é algo que quem está em um processo de emagrecimento não sentia há muito tempo ou talvez nunca havia sentido.

A gratidão: Quando diminuímos o número de refeições, esperamos a fome verdadeira chegar para nos alimentar, fazemos cada refeição de maneira muito mais consciente, elas ficam mais importantes e temos a tendência a valorizá-las da maneira correta. Escolhendo bem não só em termos de sabor mas de qualidade. É o momento importante que chegou para nutrir nosso corpo. Sem o desespero de sair comendo como um esfomeado, principalmente em jejuns mais prolongados, temos um imenso sentimento de gratidão por poder passar pela experiência em ter alimento para comer. Pode parecer meio metafísico ou espiritual, mas o dia que vivenciar isso você vai entender, E me mande uma mensagem para me contar! Vou gostar de saber.

Coach Teco Mendes

 

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