Eu não vou falar de técnicas, ou o que é Coaching, Mentoring, diferenças entre terapia, consultoria ou nada disso. Eu vou te explicar porquê um conjunto de estratégias comportamentais são fundamentais em um processo de emagrecimento.

Se você está acima do peso ou luta com a balança mesmo não estando gordo, provavelmente tem um relacionamento ruim com a comida em algum grau. Foi-se o tempo em que alimento servia para sua função original que é nos nutrir e dar a energia necessária para as atividades do dia a dia. A comida passou a ter uma importância diferente em todas as culturas conforme foi se tornando mais farta e a sociedade mais complexa.

Comemoramos com comida cada aniversário, celebramos em torno de mesas eventos importantes, temos pratos típicos de cada região que tem um significado especial, ceias, festas, bombons de presente pra namorada, gastronomia, comer por tédio, ansiedade, facilidades de fast food e pra finalizar com chave de ouro: o poder viciante de açúcar e alimentos processados.

Não é a toa que se fala tanto em epidemia de obesidade no mundo. Agora coloque tudo isso junto com informações tendenciosas, incorretas e patrocinadas pela indústria da alimentação sobre a forma correta de se alimentar e você já vê que o problema é sério.

Mas vamos imaginar que você tem a orientação perfeita sobre como se alimentar com profissionais atualizados e competentes. Quando um especialista termina um livro com vários estudos, provando por “a mais b” que tais alimentos fazem mal, você automaticamente não odeia fast food. Você odeia que você AMA fast food.

Mas tem os que são magros, que não descontam as frustrações na comida, não tem compulsão, tem genética favorável etc. Tem mesmo. Assim como tem gente que bebe e não é alcoólatra e quem fumou e não virou fumante. E é exatamente sobre isso que falo no Método 4Mind. Tudo começa com a aceitação de uma determinada situação para podermos traçar um plano para mudá-la.

Um relacionamento ruim com comida não se resolve pegando uma lista de comidas permitidas e outra de comidas proibidas. Você diria pra um alcoólatra que o problema dele está resolvido só dando uma lista de bebidas permitidas e outras proibidas? Claro que não. E colocando assim você já começa achar até uma estupidez pensar nisso. E você diria também a alguém que desconta as frustrações da vida no álcool que ele pode beber qualquer bebida alcoólica contanto que não exagere? Tipo um chopp pode, só não pode beber dez? Também não porque sabe que ele não vai conseguir. Mas você já escutou que você pode comer de tudo com “moderação”, não foi? Como se quem come um pudim inteiro ou um pote de sorvete compulsivamente não soubesse disso e precisa de alguém pra avisar que deveria comer pouco.

Você já deve ter percebido que meu ponto é que o mundo não considera que quem está acima do peso tenha um relacionamento ruim com comida caso você não seja obeso mórbido. Mas também não considera vários alcoólatras como tal. Somente os que caem no chão. Mas isso não pode estar mais longe da verdade. Meu pai já falecido eu considero que tinha um forte problema com álcool porque bebia todos os dias 3 doses de uísque na frente da TV, mas nunca chegou atrasado no trabalho por isso. Mas era dependente e provavelmente estaria vivo se não fosse pelo mal que o álcool causou em sua saúde.

Aliás, trabalhei em uma multinacional com um colega que foi internado com ajuda da empresa em um programa sobre alcoolismo e ninguém desconfiava porque também não aparentava no trabalho. E tirando os casos extremos, a sociedade quer que se resolva com força de vontade. Acha que você simplesmente não se esforça, é guloso, sem comprometimento, preguiçoso… E você acredita, sai de um consultório com uma dieta nas mãos dizendo que vai ser diferente. Então no primeiro fim de semana vai numa festa de criança porque você “tem que ter equilíbrio na vida”, pega só um brigadeiro que é sua cota previamente estipulada e começa sentir autopiedade por estar nesta situação, resolve comer mais outro e esse vira dez e você jura que no outro dia recomeça, depois se arrepende, se acha um lixo, quer chorar e o ciclo se perpetua.

Mas tenha certeza de uma coisa, independente que você esteja muito , pouco, ou nada acima do peso: Viver infeliz em uma briga constante com comida, doces, ou qualquer coisa que te tira o controle, não faz sentido. E acredite, todos as suas “falhas” não são culpa sua. Você apenas está fazendo tudo sem apoio, sem um processo definido, sem entender o que cada alimento pode significar para você. E tem jeito sim! E estou aqui para te ajudar nisso.

Coach Teco Mendes

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